mercoledì, ottobre 28, 2009

 

Outras de telefone


Desta vez foi no celular e sai correndo do estúdio que trabalhava numa agência qualquer para atender na minha sala:

“- Musiquinha tosca tocando...”
“- Puf, puf, puf... Alô?”
“- Alô? Aqui é Cornualdo da Caralho
(uma operadorazinha de celular qualquer que começa com a letra C e termina com O). Com quem eu falo?”
“- Quer falar com quem?”
“- Quero falar com o dono desse aparelho celular!”
“- Bom, se você não sabe que o dono deste aparelho celular é uma dona não temos nada o que falar!”
“- ...”
“- Tu, tu, tu!”

Patético e completamente destreinado esse telemarketeiro. E eu sou do tipo de pessoa extremamente arrogante que não diz o próprio nome quando é outro fulano que liga. Quem telefonou é que tem que se identificar, humpf. :(
Neste segundo caso eu ainda morava com meus pais:

“- Triiim!”
“- Alô? (...) Está sim! (...) Quem quer falar? (...) Só um minuto! Sakana, telefone pra você!”
“- Ai, mãe! Quem é?”
“- É Chiquita Banana da editora Março!”
“- Arre! Porque você não disse que eu morri??? AAALÔÔÔU!”
“- Er, Sakana?”
“- Eu!”
“- Boa noite! Aqui é da editora Março e gostaria de saber se...”
“- Não. Obrigada!”
“- Mas é uma promoção incrível e...”
“- Não quero!”
“- Você vai ganhar..."
"- Não tenho interesse!"
"- ... 0,5% de desconto na revista Bosta em Forma!”
“- Já disse que não quero. Estou feliz gorda!”
“- Ah, ok, mas porque você não quer fazer a assinatura?”
“- Meu, eu REALMENTE tenho que dar satisfação a você? Que saco! Porque não tenho dinheiro, satisfeita? Vocês querem me humilhar? Ou vocês querem ter uma cliente inadimplente e que fique devendo para vocês? Aliás, acho que querem sim, porque vocês querem colocar meu nome na lista do Serasa só para eu não conseguir mais crédito nas Casas Bahia, né? Quer continuar insistindo para eu assinar a revista quer?”
“- Não, obrigada pela atenção e..."
"- Tu, tu, tu!”

Bati o telefone e minha mãe veio falar toda chateada comigo:
“- Poxa, filha! Não precisava ter falado pra moça que você não tinha dinheiro. Eu te emprestava!”

Na boa, não sei se eu fui convincente demais ou se minha mãe ficou com dó da pobre que tomou esculacho meu.

Comments:
vc deveria jogar todos os seus telefones fora. vá saber se algum dia é deus no outro lado da linha
 
Ah, se for Deus não teremos o q conversar tb. Tenho tendência a não acreditar nele. :)
 
Questo post è stato eliminato dall'autore.
 
Ué, tinha um comentário da Juliana. Juro que não deletei. entrei aqui justamente para comentá-lo. :(
 
Eu fui operadora de telemarketing (calma que eu não vou te amaldiçoar por ofender a classe, mesmo porque eu não era feliz fazendo parte dela), mas juro que não era um robô. Alguns operadores são um insulto à inteligência humana!

(ps: fui eu que apaguei um comentário, saiu errado!)
 
Ahahahah... É que andei mexendo no template desta birosca e eu sou péssima com essas coisas. Achei que tivesse feito merda. Bem, assim como o trabalho de publicitário é regulamentado - estudamos para enganhar consumidores - os telemarketeiros também ganham honestamente o seu salário. Eu sou contra as empresas que se furtam desse meio para se manter no mercado.
 
Concordo!
E hoje sou inimiga do telefone! Tenho vontade de bater em alguém quando ele toca, sequelas.
Detalhe é que em meus dois empregos subsequentes tive/tenho que me utilizar deste aparelho. Ás vezes quero morrer.
 
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